Rua do Carmo - Ruas do Funchal

Rua do Carmo


Podemos ver a fachada do hotel Mile's (1882 ?)
📷  Arquivo e Biblioteca da Madeira - Museu de Fotografia da Madeira - Atelier Vicentes  📷
A Rua do Carmo é uma das artérias centrais da cidade do Funchal. Com 306 metros de comprimento, liga o Largo Phelps à Rua Visconde do Anadia, que desce do Campo da Barca.

por: Paulo Camacho

Pelo caminho, a rua, hoje com sentidos de trânsito confusos, tem ligações à Rua das Hortas, à Rua da Fábrica, à Rua do Ribeirinho de Baixo, à Travessa do Rego e à Rua Mary Jane Wilson.
Deve o seu nome à existência da igreja do Carmo, construída em meados do século XVIII, a qual foi alvo de algumas alterações ao longo dos anos.

Vista parcial da Rua do Carmo (1967)
📷  Arquivo e Biblioteca da Madeira - Museu de Fotografia da Madeira - Atelier Vicentes  📷
A igreja do Carmo, dedicada à Nossa Senhora do Carmo, tem algumas belas peças de ourivesaria sacra e imaginária dos séculos XVII e XVIII. É de realçar igualmente o trabalho de talha dourada e os azulejos, historiados, do século XVIII que revestem as paredes.
Desde sempre a responsabilidade do culto litúrgico esteve a cargo dos Padres Carmelitas Descalços, e ainda hoje, assim acontece. Esta realidade, conjugada com a dedicação feita em prol de Nossa Senhora do Carmo motivou o nome da rua.

Apesar da denominação actual, a rua já teve outras, assim como uma diferente arquitectura. Já foi Rua das Laranjeiras ou de Santo António das Laranjeiras e das Portas Novas, a parte que fica depois da Rua do Ribeirinho de Baixo até à ponte do Carmo.

A antiga ponte existente sobre a ribeira de João Gomes e no seguimento da Rua do Carmo, foi demolida na década de 70. E, em seu lugar foi erguida uma outra que se mantém até à actualidade.

A Rua do Carmo já se chamou igualmente Rua Dr. Costa Ferreira.

Rui Santos, na rubrica que publicou no Jornal da Madeira “Crónica de domingo”, refere que a via que ligava a Rua da Conceição à Rua Direita, a partir da igreja, também teve o nome de Rua do Carmo. Esta parte desapareceu e é ocupada pelo Largo do Phelps e atravessada pela Rua Dr. Fernão de Ornelas.
Esta artéria, integrada na freguesia da Sé, é, sobretudo, um misto de comercial e habitacional.
Em tempos chegou a ter um cinema, o Cine Jardim, que foi destruído para dar lugar a um novo empreendimento de apartamentos e uma zona comercial.