Rua 31 de Janeiro
A Rua 31 de Janeiro tem 1972 metros de comprimento. É balizada, a norte, pela Rua de D. João, e, a sul, pela Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses/Praça da Autonomia.
Acompanha quase os últimos dois quilómetros da Ribeira de Santa Luzia, a qual tem, do outro lado, a Rua 5 de Outubro.
por: Paulo Camacho
Até 1910 tinha o nome de Rua da Princesa. Depois da queda da monarquia, ficou com a data da primeira Revolta Republicana e tentativa de Implantação da República em Portugal, que decorreu na cidade do Porto, a 31 de janeiro de 1891.
Curiosamente, também era conhecida pela Rua das Árvores, devido ao número de árvores que tinha. Mas, ironia do destino, hoje não tem qualquer árvore.
Curiosamente, também era conhecida pela Rua das Árvores, devido ao número de árvores que tinha. Mas, ironia do destino, hoje não tem qualquer árvore.
A 31 de Janeiro, que continua a ser uma das principais artérias de saída da cidade do Funchal, teve o seu ex-libris. Hoje, infelizmente, por imposições incompreensíveis, deu lugar a um jardim público, chamado Santa Luzia.
Naquele quarteirão, delimitado pelas ruas 31 de Janeiro, do Til, da Carne Azeda e do Torreão, e Travessa da Carne Azeda estava a antiga 'Fábrica do Torreão', conhecida como Engenho do Hinton. Foi o maior engenho de açúcar e álcool da Madeira e da Europa, tendo funcionado entre 1845 e 1986.Sob a direção de Henry Calverley Hinton (Harry Hinton), utilizou maquinaria avançada e métodos patenteados de extração de sacarose.
Tudo havia começado no século XVIII, quando William Hinton escolheu a Madeira como nova casa, em 1838.
Rapidamente desenvolveu um profundo afeto pela cultura madeirense e fez contribuições significativas para a economia da ilha. Desempenhou um papel crucial na promoção e desenvolvimento do setor de vime e do cultivo de banana.
No entanto, o seu impacto mais notável foi no domínio industrial.
Continuando o caminho visionário do pai, Harry Hinton construiu a unidade industrial a vapor estabelecida em 1845. Tornou-se um símbolo de progresso tecnológico e crescimento económico para a Madeira.
Chegou a empregar 230 trabalhadores no início do século XX.
Em 1920, atingiu o seu pico de produção, processando 608 toneladas de cana-de-açúcar num período de 24 horas.
A fábrica era famosa por produzir sumo de cana-de-açúcar de alta pureza, que era fermentado em vinho de cana e depois destilado para criar o Aguardente da Madeira. O impacto desta mercadoria foi tão significativo que, na primeira metade do século XX, a Madeira ficou conhecida como “a ilha da aguardente”.
Junto à Praça da Autonomia, encontram-se vestígios do Forte de São Filipe também conhecido como Forte Novo, erguido por determinação do Governador e Capitão-general da Madeira e do Porto Santo, Depois de estar soterrado durante anos, viria a conhecer a luz do dia depois da obra de união da jusante das ribeiras de Santa Luzia e João Gomes, que aconteceu em aconteceu como consequência da aluvião de 20 de fevereiro de 2010.
Tudo havia começado no século XVIII, quando William Hinton escolheu a Madeira como nova casa, em 1838.
Rapidamente desenvolveu um profundo afeto pela cultura madeirense e fez contribuições significativas para a economia da ilha. Desempenhou um papel crucial na promoção e desenvolvimento do setor de vime e do cultivo de banana.
No entanto, o seu impacto mais notável foi no domínio industrial.
Continuando o caminho visionário do pai, Harry Hinton construiu a unidade industrial a vapor estabelecida em 1845. Tornou-se um símbolo de progresso tecnológico e crescimento económico para a Madeira.
Chegou a empregar 230 trabalhadores no início do século XX.
Em 1920, atingiu o seu pico de produção, processando 608 toneladas de cana-de-açúcar num período de 24 horas.
A fábrica era famosa por produzir sumo de cana-de-açúcar de alta pureza, que era fermentado em vinho de cana e depois destilado para criar o Aguardente da Madeira. O impacto desta mercadoria foi tão significativo que, na primeira metade do século XX, a Madeira ficou conhecida como “a ilha da aguardente”.
Junto à Praça da Autonomia, encontram-se vestígios do Forte de São Filipe também conhecido como Forte Novo, erguido por determinação do Governador e Capitão-general da Madeira e do Porto Santo, Depois de estar soterrado durante anos, viria a conhecer a luz do dia depois da obra de união da jusante das ribeiras de Santa Luzia e João Gomes, que aconteceu em aconteceu como consequência da aluvião de 20 de fevereiro de 2010.
O forte, depois de perder a função militar em 1897 foi demolido, pelo que apenas existem vestígios e história para contar, da estrutura erguida em 1581,
Hoje, a Rua 31 de Janeiro tem um misto de ocupação, desde o comércio, os serviços alguns serviços públicos como a Autoridade Tributária, na esquina com o Largo do Phelps, a sede da delegação na Madeira da Ordem dos Advogados, e a habitação. É nesta rua que se encontra a redação do jornal JM.
Referência, ainda para a adega de vinho 'HM Borges', fundada em 1877, por Henrique Menezes Borges. Inicialmente, a sede ficava perto do Mercado dos Lavradores e mudou para as atuais instalações em 1924, onde anteriormente era a fábrica de moagem 'Progresso Industrial'.
![]() |
| A Ponte do Torreão, os carris do carro americano e o início da rua das Dificuldades, aqui num registo entre 1896 e 1916. Colorida com IA. |
A fábrica de moagem 'Progresso Industrial', na então Rua da Princesa, vendo-se, à esquerda, uma pequena loja comercial que tem, junto à porta, cestos de canavieira pendurados. A fotografia foi registada entre 1897 e 1905. Colorida com IA.
A Ponte Nova e, ao fundo, a antiga Ponte do Bom Jesus, aqui num registo entre 1896 e 1916. Colorida com IA.
Esta fotografia, registada entre 1916 e 1936, mostra a esquina da Rua 31 de Janeiro com a Rua das Dificuldades, Em primeiro plano, vê-se o acesso e as muralhas da Ribeira de Santa Luzia, sem revestimento, e as escadas de acesso ao leito da mesma. Ao centro, em cima, vê-se um estabelecimento comercial, na esquina. Colorida com IA.
![]() |
| Nesta fotografia, da primeira metade do séc. XX, vemos a Rua de 31 de Janeiro, entre a Ponte do Bom Jesus e Ponte Nova. Colorida com IA. |
Em 1930, a Câmara Municipal do Funchal decidiu que fosse colocada uma paragem logo abaixo da Rua do Bom Jesus.
Em 1937, o calcetamento do passeio da Rua 31 de Janeiro, entre a Ponte do Bom Jesus e a Ponte Nova fica concluído. Colorida com IA.




.jpg)



