Caminho de Ferro do Monte
O Caminho de Ferro do Monte deve o seu nome por ter sido a base onde assentaram os carris do comboio, que subiu ao Monte e desceu até 1943. Tem a extensão de 2.072 metros.
Vai desde a Estrada do Livramento até ao interior do Monte, num final sem saída. Não obstante, no tempo da circulação do comboio tinha continuação por um caminho que hoje se pode percorrer, a pé, mas que está muito degradado, com árvores tombadas a meio, e com ar até sinistro. É história deixada envelhecer sem compaixão pelo que já representou.
Curiosamente, antes da Estrada do Livramento, ainda no mesmo circuito onde percorria a locomotiva fumegante, do vapor que a impulsionava ou travava, consoante o trajeto, ainda há mais 1.320 metros, com a Rua do Comboio. Tem forte inclinação, com início na Rua do Pombal e na Rua das Dificuldades, onde ainda existe a estação do comboio, embora desativada e abandonada na sua história.
O que antes uma linha deu lugar a dois arruamentos, depois da desativação.
Embora seja popularmente conhecido por Comboio do Monte, a designação correta é Caminho de Ferro do Monte.
Assim, em abril de 1943 deu-se a última viagem do comboio, tendo a linha sido logo desmantelada, e o material vendido como sucata.
O trajeto da ferrovia começava no Pombal e terminava no Terreiro da Luta, numa extensão de 3,911 metros.
Em relação à Caminho de Ferro do Monte nela existe, sobretudo, habitação, com quintas de permeio.
Passa, igualmente, pela Quinta Monte Palace, pelo Colégio Infante D. Henrique e pelo Hospital Dr. João de Almada.
No Largo da Fonte, onde antes havia a estão, o edifício foi recuperado e nele existe o Centro Interpretativo do Caminho de Ferro do Monte.
Em 2020, a Câmara Municipal do Funchal iniciou a reabilitação da estação, cujas obras foram concluídas em junho de 2021. O Centro Interpretativo do Comboio do Monte foi inaugurado no dia 24 de junho de 2021.
O Centro Interpretativo é dotado de um espaço museológico, cujo espólio é composto por filmes, fotografias, imagens, artefactos e diversos conteúdos alusivos ao velho comboio a vapor, como bilhetes, uma máquina de escrever e uma antiga secretaria.
A intervenção comtemplou, igualmente, um auditório que poderá ser utilizado pelas escolas, associações e instituições locais, e também um posto de informação turística.
No Largo da Fonte, onde antes havia a estão, o edifício foi recuperado e nele existe o Centro Interpretativo do Caminho de Ferro do Monte.
Em 2020, a Câmara Municipal do Funchal iniciou a reabilitação da estação, cujas obras foram concluídas em junho de 2021. O Centro Interpretativo do Comboio do Monte foi inaugurado no dia 24 de junho de 2021.
O Centro Interpretativo é dotado de um espaço museológico, cujo espólio é composto por filmes, fotografias, imagens, artefactos e diversos conteúdos alusivos ao velho comboio a vapor, como bilhetes, uma máquina de escrever e uma antiga secretaria.
A intervenção comtemplou, igualmente, um auditório que poderá ser utilizado pelas escolas, associações e instituições locais, e também um posto de informação turística.
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| Comboio na estação do largo da Fonte, no Monte, inaugurada em 1911. Colorida com IA. |
Os primeiros lanços do caminho de ferro entraram ao serviço em 1893 e 1894, pese embora a linha só tenha ido concluída em 1912.
As obras iniciaram a 13 de agosto de 1891.
O primeiro troço, entre o Pombal e a Levada de Santa Luzia, foi inaugurado a 16 de julho de 1893.
O comboio inaugural era formado por uma locomotiva e por uma carruagem. Poucos dias depois iniciaram os serviços regulares.
Este percurso demorava 5 minutos a ser percorrido.
Em 5 de agosto de 1894, o comboio chegou ao lugar de Atalhinho, no Monte, situado a 577 metros de altitude.
É nesta fase que entra em funcionamento a locomotiva a vapor.
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| Duas locomotivas da 'Companhia do Caminho de Ferro do Monte'. A última viagem do comboio realizou-se a 17 de maio de 1943. |
A 12 de julho de 1910, a Companhia do Caminho-de-Ferro do Monte, em assembleia geral, decidiu prolongar o comboio até ao Terreiro da Luta.
Assim, a 24 de julho de 1912 o comboio chegou, finalmente, ao Terreiro da Luta, a 850 metros de altitude.
Nessa altura, passou a ter as seguintes paragens: Pombal, Levada de Santa Luzia, Livramento, Quinta Sant’Ana (Sant’Ana), Flamengo, Confeitaria, Atalhinho (Monte), Largo da Fonte, e Terreiro da Luta.
Na mesma data, é inaugurada a estação do Terreiro da Luta e o Chalet Restaurant-Esplanade, um restaurante panorâmico que era explorado pela própria Companhia do Caminho-de-Ferro do Monte, com capacidade para 400 pessoas.
Esta realidade contribuiu para um acidente a 10 de setembro de 1919, quando explodiu a caldeira de uma locomotiva, numa altura em o comboio subia em direção ao Monte.
Deste acidente resultaram quatro mortos e vários feridos, entre os 56 passageiros a bordo.
Devido ao desastre, as viagens foram suspensas até 1 de fevereiro de 1920.
A 11 de janeiro de 1932, aconteceu um novo desastre, desta vez por descarrilamento.
Este acidente seria um grande revés, porque turistas e habitantes viraram as costas ao caminho de ferro, considerando-o demasiado perigoso.
A II Guerra Mundial, que começou, entretanto, fechou o torniquete do turismo e a companhia do caminho de ferro entrou em crise.
Outro fator que contribuiu para o declínio foi a construção de estradas, que desenvolveu o transporte rodoviário.
Assim, em abril de 1943 deu-se a última viagem do comboio, tendo a linha sido logo desmantelada, e o material vendido como sucata.
Apesar das condições precárias em que operou nos últimos anos, este caminho de ferro ainda atraía alguns passageiros, especialmente os habitantes locais, que após o seu encerramento ficaram sem meios de transporte. Tiveram que se adaptar às novas oportunidades.
O material foi vendido a um preço irrisório, enquanto que as antigas instalações foram deixadas ao abandono. Parte do material resultante do desmantelamento, nomeadamente os carris, foi para a sucata e parte foi utilizado na reparação do Elevador do Bom Jesus, em Braga.
O material foi vendido a um preço irrisório, enquanto que as antigas instalações foram deixadas ao abandono. Parte do material resultante do desmantelamento, nomeadamente os carris, foi para a sucata e parte foi utilizado na reparação do Elevador do Bom Jesus, em Braga.
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| O Caminho de Ferro passa por cima do parque Leite Monteiro, aqui numa imagem de antes de 1943. Colorida com IA. |




