Avenida do Infante



A Avenida do Infante será, certamente, uma das mais conhecidas e das mais utilizadas da cidade do Funchal. Começa junto à rotunda com o mesmo nome, na zona baixa da capital da ilha da Madeira. Depois de vencer uma inclinação acentuada com cerca de 390 metros, prolonga-se com uma longa reta plana, com pouco mais de 500 metros, para terminar, após uma ligeira descida, com cerca de 40 metros, perto da ponte do Ribeiro Seco. Feitas as contas, toda a Avenida do Infante tem perto de 930 metros.

por: Paulo Camacho

Este arruamento da cidade deve o seu nome ao Infante D. Henrique, o navegador português e impulsionador dos descobrimentos a quem foi dedicada uma estátua localizada voltada para a Rotunda do Infante, mesmo no começo da avenida.
A Avenida do Infante surge no conjunto de alterações profundas introduzidas na cidade entre 1935 e 1947, durante a presidência na Câmara Municipal do Funchal do Dr. Fernão de Ornelas.

Por essa altura, a cidade sofreu as primeiras grandes intervenções urbanísticas do século. Não só o tecido urbano foi profundamente alterado através da abertura da Avenida Arriaga, da Avenida do Mar e da Rua Dr. Fernão de Ornelas, como também foi consumada a desejada expansão da cidade para oeste, através precisamente da Avenida do Infante. Avenida que, ao ligar a Avenida Arriaga à Estrada Monumental, prolongou a cidade, numa primeira fase, até à zona do Lido. Sendo que hoje vai bem mais para lá.

Na parte plana da Avenida do Infante foi construído um arruamento nos finais dos anos 80, princípio de 90, devido a uma urbanização, fazendo a ligação desta artéria com a Rua Tenente-coronel Sarmento. Deram o nome de Rua Infante Santo.

A Avenida do Infante reúne alguns dos empreendimentos mais nobres da cidade. A começar pelo Hospício da Princesa Dona Maria Amélia.
Do outro lado da avenida encontramos o Parque de Santa Catarina, cujo logradouro público se inicia nos anos 40. Englobou, além do antigo cemitério das Angústias e outros terrenos anexos, grande parte da Rua Imperatriz D. Amélia e todos os arruamentos existentes na zona da capela de Santa Catarina, incluindo a Calçada de S. Lázaro.
Até ao final da avenida encontramos o único casino da ilha, o Casino da Madeira, o hotel Pestana Casino Park, o Pestana Casino Studios e o hotel Savoy Palace. Existem ainda casas que se mantiveram, edifícios de apartamentos, lojas, restaurantes, confeitaria, um banco, agência de viagens, e um posto de reabastecimento de combustível.

Podemos ver a terraplanagem da Avenida do Infante, nesta fotografia de 1941. Colorida com IA.

Construção da Avenida Infante D. Henrique (atual Avenida Infante), no troço entre a Rua do Favila e a Rua Alexandre Herculano (atual Rua do Jasmineiro), aqui numa fotografia entre 1934 e 1936. Colorida com IA.

Em 1943, a Avenida do Infante já se encontra completamente calcetada. Colorida com IA.

A estação de serviço no final da Avenida do Infante. Colorido com IA.

Em primeiro plano, vemos parte da Avenida Arriaga, na ligação com a praça e rotunda do Infante, observando-se o seu fontanário com a esfera armilar e os cavalos marinhos em bronze, da autoria do escultor António Duarte (1912-1998). Em segundo plano, à esquerda, encontra-se o espaço do atual parque de Santa Catarina, já com o monumento de homenagem ao Infante D. Henrique (1394-1460), projetado pelo arquiteto Francisco Cabral (1908-1992). Atrás, à esquerda da Avenida do Infante, vê-se os trabalhos de construção do Parque de Santa Catarina. À direita da avenida observa-se o edifício Minas Gerais e, num plano superior, o Hospício Princesa D. Maria Amélia. Colorida com IA.

A estação de serviço no final da Avenida do Infante. Colorido com IA.

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