Rua dos Tanoeiros
por: Paulo Camacho
A rua que atualmente está compreendida entre a Rua 5 de Outubro e Rua da Alfândega deve o seu nome atual à existência de oficinas de tanoaria, a arte ancestral do fabrico e na reparação de barris, pipas e tonéis, para o armazenamento e envelhecimento do Vinho Madeira.
A presença de muitas tanoarias não aconteceu por imitação de outros no negócio, antes se tratou de uma imposição camarária. No primeiro quartel do século XVIII, obrigou
os profissionais do setor a irem para aquela rua trabalhar no seu ofício para que os que trabalhavam no terreiro da Sé incomodavam com as suas marteladas.
Muitas pipas foram feitas por ali para
conservarem o "embaixador" Vinho Madeira. Hoje não resta nenhuma oficina, nem qualquer vestígio desse facto histórico. É assim na ilha com quase o tudo o que fez parte do longo percurso, desde o século XV.
Se fosse aplicado o mesmo princípio da designação original da tanoaria, durante muitos anos, deveria ter-se chamado “rua das sapatarias”, tal o número de lojas comerciais que se dedicavam à venda de sapatos. Nessa altura teve uma empresa muito importante de distribuição, percussora dos atuas cash & carry, denominada 'João Gomes Camacho', hoje inexistente, tal como a Mercearia 'Felicidade', que pertencia ao mesmo grupo.
Mesmo este pendor há muito que se perdeu e hoje começa a ter uma componente muito forte de restauração.
A rua já existe com a atual designação, pelo menos desde o século XVI, portanto, desde os primórdios da colonização da ilha.
Não obstante, a Rua dos Tanoeiros foi conhecida no início do século XX pelo nome popular de Rua dos Espanhóis, pelo facto de ali residirem e comerciarem grande número de castelhanos.
Podemos referir ainda que se chamou anteriormente Rua dos Tanoeiros Grande e, antes disso, Rua do Poço Novo.
A localização e a oferta comercial fez com que a rua sempre tivesse grande movimento. Hoje, arriscamos a dizer que tenha menos movimento.
Uma referência ainda para mencionar que a Rua dos Tanoeiros sempre teve alguma apetência para problemas com o mau tempo. Tal como aconteceu em 2010, a 20 de Fevereiro, com a ribeira de Santa Luzia a transbordar e levar água e pedras rua abaixo até bem dentro das lojas, a 9 de Outubro de 1803, a Rua dos Tanoeiros, tal como outras ruas do Funchal, foi atingida pelos efeitos do grande aluvião que destruiu uma parte considerável da cidade.
Para além dos estragos materiais, registaram-se também perdas de centenas de vidas humanas.
A rua já existe com a atual designação, pelo menos desde o século XVI, portanto, desde os primórdios da colonização da ilha.
Não obstante, a Rua dos Tanoeiros foi conhecida no início do século XX pelo nome popular de Rua dos Espanhóis, pelo facto de ali residirem e comerciarem grande número de castelhanos.
Podemos referir ainda que se chamou anteriormente Rua dos Tanoeiros Grande e, antes disso, Rua do Poço Novo.
De acordo com a informação das vereações do Funchal no
século XV, entre as 12 ruas que existiam, então, uma era a Rua dos Tanoeiros, então chamada Rua de Álvaro Matoso.
Na
realidade, existiram duas ruas com o nome: a Rua dos Tanoeiros Pequena e a Rua
dos Tanoeiros Grande, que foi igualmente chamada, como referido anteriormente, de Rua do Poço Novo. A
primeira teve anteriormente o nome Rua Álvaro Matoso.
A Rua dos
Tanoeiros Pequena desapareceu com a aluvião de 1803.
Segundo
explicou Rui Santos nas suas Crónicas de Domingo, no Jornal da Madeira, essa rua
correspondia à parte da Rua 5 de Outubro entre a confluência com a Rua dos
Ferreiros e, pelo menos, até há antiga Ponte do Cidrão e antes de ser feita a
ligação à Rua do Príncipe (atual Rua 5 de Outubro), abaixo da Ponte do
Bettencourt.A localização e a oferta comercial fez com que a rua sempre tivesse grande movimento. Hoje, arriscamos a dizer que tenha menos movimento.
Uma referência ainda para mencionar que a Rua dos Tanoeiros sempre teve alguma apetência para problemas com o mau tempo. Tal como aconteceu em 2010, a 20 de Fevereiro, com a ribeira de Santa Luzia a transbordar e levar água e pedras rua abaixo até bem dentro das lojas, a 9 de Outubro de 1803, a Rua dos Tanoeiros, tal como outras ruas do Funchal, foi atingida pelos efeitos do grande aluvião que destruiu uma parte considerável da cidade.
Para além dos estragos materiais, registaram-se também perdas de centenas de vidas humanas.
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| A fotografia mostra, em primeiro plano, à direita, vê-se a mercearia 'A Felicidade', de João Gomes Camacho. Colorida com IA. |
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| A fotografia, sem data definida, mostra grande movimento na Rua dos Tanoeiros. Cororida com IA. |


