Rua Artur de Sousa Pinga
A Rua Artur de Sousa “Pinga” é uma das mais novas da cidade do Funchal. A rua de ligação da Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses à Rua D. Carlos I foi construída na década de 70.
por: Paulo Camacho
Em grande parte, foi feita sobre terrenos no antigo parque infantil D. Maria Lívia Nosolini.
A rua tem poucas centenas de metros. E tem escassa história para contar além de contextualizar a razão do nome. Um grande nome, sublinhe-se.
De uma forma geral, apenas tem as paredes laterais do estacionamento do Almirante Reis e do edifício sede da Empresa Electricidade da Madeira, além do acesso à sua garagem.
Acresce ainda os pontos de reabastecimento de energia para os veículos eléctricos que ficam nesta rua da capital madeirense.
A razão do nome. Não serão muitas pessoas, sobretudo mais jovens, que sabem quem foi Artur de Sousa, o Pinga, como era mais conhecido.
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| O "Pinga" no Futebol Clube do Porto 📷 memoriaporto.blogspot.com 📷 |
Mas, na realidade, a rua é dedicada ao antigo jogador de futebol do Club Sport Marítimo e do Futebol Clube do Porto.
Artur de Sousa Pinga nasceu no Funchal a 30 de setembro de 1909 e viria a falecer no Porto, a 12 de julho de 1963.
A rua está localizada bem perto da sede do Marítimo, o maior clube de futebol madeirense, no Almirante Reis.
Pinga caraterizou-se por ser um jogador atacante, com grande poder de remate. Tornou-se famoso como estratega e patrão da equipa.
Fez toda a formação juvenil no Marítimo.
Começou por vestir a camisola do clube aos 10 anos. Foi um histórico do clube madeirense, onde alcançou a primeira internacionalização.
Começou por vestir a camisola do clube aos 10 anos. Foi um histórico do clube madeirense, onde alcançou a primeira internacionalização.
Aquele que viria a ser o maestro do FC Porto chegou ao clube do norte por indicação de Josef Szabo, o treinador húngaro da equipa minhota que o orientou durante grande parte da década de 30.
Durante muitos anos, foi considerado pela imprensa, e pelos adeptos, o melhor futebolista português.
Em abril de 1945, o insuspeito Cândido de Oliveira (jogador, treinador, e jornalista) confirmou-o numa crónica do jornal A Bola: “Artur de Sousa foi um jogador fulgurantíssimo, verdadeiramente genial. Talvez o maior talento de jogador do nosso futebol. Tudo nele era prodigioso: a conceção, como a execução; a imaginação viva e riquíssima marcada na escolha do lance ou do toque subtil, ou a finta intencional e preconcebida, ou no pormenor em que revelava a sua grande inteligência prática, o profundo e exato conhecimento do jogo e dos jogadores e até sentido artístico - de verdadeiro artista do futebol.”
Pinga foi 23 vezes internacional e 22 vezes campeão: 3 da Liga, 2 Nacional, 1 de Portugal, 13 do Porto e 3 da Madeira.
Terminou a carreira após uma cirurgia ao menisco, efetuada em julho de 1946.



