Rua Artur de Sousa Pinga - Ruas do Funchal

Rua Artur de Sousa Pinga


A imagem mostra a localização da então inexistente Rua Artur de Sousa Pinga, onde se vê uma grande mancha de árvores junto ao mar, mesmo ao lado do edifício mais pequeno que ali está (1950-55)
📷  Arquivo e Biblioteca da Madeira - Museu de Fotografia da Madeira - Atelier Vicentes  📷
A Rua Artur de Sousa “Pinga” é uma das mais novas da cidade do Funchal. A rua de ligação da Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses à Rua D. Carlos I foi construída na década de 70.

por: Paulo Camacho

Em grande parte, foi feita sobre terrenos no antigo parque infantil D. Maria Lívia Nosolini.
A rua tem poucas centenas de metros. E tem escassa história para contar além de contextualizar a razão do nome. Um grande nome, sublinhe-se.
De uma forma geral, apenas tem as paredes laterais do estacionamento do Almirante Reis e do edifício sede da Empresa Electricidade da Madeira, além do acesso à sua garagem.
Acresce ainda os pontos de reabastecimento de energia para os veículos eléctricos que ficam nesta rua da capital madeirense.
O "Pinga" no Futebol Clube do Porto
📷  memoriaporto.blogspot.com  📷
A razão do nome. Não serão muitas pessoas, sobretudo mais jovens, que sabem quem foi Artur de Sousa, o Pinga, como era mais conhecido.
Mas, na realidade, a rua é dedicada ao antigo jogador de futebol do Club Sport Marítimo e do Futebol Clube do Porto.
Artur de Sousa Pinga nasceu no Funchal a 30 de setembro de 1909 e viria a falecer no Porto, a 12 de julho de 1963.
A rua está localizada bem perto da sede do Marítimo, o maior clube de futebol madeirense, no Almirante Reis.
Pinga caraterizou-se por ser um jogador atacante, com grande poder de remate. Tornou-se famoso como estratega e patrão da equipa.

Fez toda a formação juvenil no Marítimo.
Começou por vestir a camisola do clube aos 10 anos. Foi um histórico do clube madeirense, onde alcançou a primeira internacionalização.
Aquele que viria a ser o maestro do FC Porto chegou ao clube do norte por indicação de Josef Szabo, o treinador húngaro da equipa minhota que o orientou durante grande parte da década de 30.
Durante muitos anos, foi considerado pela imprensa, e pelos adeptos, o melhor futebolista português.
Em abril de 1945, o insuspeito Cândido de Oliveira (jogador, treinador, e jornalista) confirmou-o numa crónica do jornal A Bola: “Artur de Sousa foi um jogador fulgurantíssimo, verdadeiramente genial. Talvez o maior talento de jogador do nosso futebol. Tudo nele era prodigioso: a conceção, como a execução; a imaginação viva e riquíssima marcada na escolha do lance ou do toque subtil, ou a finta intencional e preconcebida, ou no pormenor em que revelava a sua grande inteligência prática, o profundo e exato conhecimento do jogo e dos jogadores e até sentido artístico - de verdadeiro artista do futebol.”
Pinga foi 23 vezes internacional e 22 vezes campeão: 3 da Liga, 2 Nacional, 1 de Portugal, 13 do Porto e 3 da Madeira.
Terminou a carreira após uma cirurgia ao menisco, efetuada em julho de 1946.